sábado, 19 de abril de 2014

HOJE DIA DO ÍNDIO!?

A escravidão indígena: polêmicas e rivalidades

A escravidão dos africanos era amplamente aceita e considerada necessária pela sociedade e pela Igreja, até meados do século XIX. Já o cativeiro dos índios, por outro lado, gerou uma grande polêmica e trouxe sérias divergências, que resultaram em divisões inclusive no interior da Companhia de Jesus.
No século XVII, havia uma discussão sobre a licitude da escravidão indígena, principalmente do ponto de vista religioso. Apesar da imagem dos jesuítas como grandes defensores da liberdade dos nativos, a Companhia de Jesus apresentou uma postura hesitante com relação a isso. A historiografia mais recente mostra que o papel deles na defesa dos nativos foi bem mais fraco do que se supunha. Malgrado a escravização dos nativos ser contrária à ética missionária, os jesuítas aceitavam o conceito de “guerra justa”- que afirmava ser permitido aprisionar os índios que entrassem em combate com os brancos. A defesa dos índios, entretanto, foi usada como justificativa para a expulsão desta ordem em 1759, no período pombalino.
Os índios era vistos pela Coroa portuguesa como possíveis aliados na defesa das terras coloniais. Por isso, foram criadas algumas leis para normatizar a escravização dos nativos – houve até um certo incentivo para casamentos entre brancos e índios, mas a ideia acabou sendo abandonada. Em São Paulo (e também em outras regiões do Norte e Nordeste), os colonos necessitavam de mão de obra indígena, sendo exatamente nesta região que as desavenças foram maiores. As dificuldades em conseguir escravos africanos era grande, devido à falta de recursos e ao acesso dificultado pela Serra do Mar. Com a descoberta das minas de ouro e diamantes, a situação ficou ainda mais complicada.
Segundo John Monteiro, a mentalidade escravista dos colonos não era conflitante com a dos jesuítas. O autor explica que, no século XVII, a oposição dos religiosos era relativa a situações específicas de cativeiro ilegítimo, não significando a defesa da liberdade plena dos indígenas. Devemos lembrar também que a Companhia de Jesus possuía inúmeras terras e fazendas, sendo inclusive acusada pelos colonos de usar os índios das missões como mão de obra.
Ao longo do século XVI, algumas leis foram promulgadas em favor da liberdade do indígena, mas não tiveram efeito prático. Com a “brecha” da “guerra justa” era possível manter o cativeiro dos índios. Em 1640, os jesuítas foram expulsos de São Vicente, suas propriedades confiscadas e  a administração dos aldeamentos transferida para o poder civil. Esta vitória dos colonos durou 13 anos, quando os religiosos puderam retornar à região.
A necessidade de mais braços para as lavouras acabou gerando uma grande polêmica, que dividiu a própria Companhia de Jesus. Em defesa dos índios, Antônio Vieira e outros padres portugueses; em apoio aos “paulistas”, João Antônio Andreoni (Antonil), Jacob Rolland e Jorge Benci, e outros “estrangeiros”. Houve um longo processo de negociação entre a Companhia e os colonos em relação à administração dos nativos, e muitas disputas entre os dois grupos de jesuítas.
Em 1680, a administração espiritual dos índios foi entregue aos jesuítas – mas, isso não encerrou a questão, nem colocou um ponto final no cativeiro. O Marquês de Pombal iria acabar oficialmente com a escravidão indígena em 1758 (em 1755, a lei era restrita ao Grão-Pará e ao Maranhão). Logo depois, Pombal expulsaria a Companhia de Jesus de todos os domínios portugueses.  - Márcia Pinna Raspanti

domingo, 9 de março de 2014

GuardiãodaHistória: BIOGRAFIA ICONOGRÁFICA.

GuardiãodaHistória: BIOGRAFIA ICONOGRÁFICA.: Biografia iconográfica Realizada no dia 07/03/2014 no Centro de Ensino Jose Justino Pereira uma atividade de apresentação dos alunos ...

sábado, 22 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

AULA DE CAMPO: FUNDAÇÃO DA MEMORIA REPUBLICANA - CESJO E JUSTINO


Faça a atividade de campo e envie para o seguinte endereço: tamera2008@gmail.com

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Exame Nacional do Ensino Medio - ENEM- HISTORIA





Os conteúdos de História que são cobrados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) estão inseridos na área de Ciências Humanas e suas Tecnologias, sendo que é avaliado o conhecimento do aluno através de sua capacidade de interpretação textual e iconográfica. Esta é uma característica comum às provas do Enem, junto à outra que é a interdisciplinaridade.
Em História, para que sejam resolvidas as questões, é necessário que o aluno alie a interpretação textual e iconográfica com o domínio dos conteúdos dessa matéria, de acordo com o que é exigido nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), documento produzido pelo Ministério da Educação (MEC) que orienta os professores de ensino médio de todo o país.
Nesse sentido, por exemplo, o eixo temático Cidadania: diferenças e desigualdades pressupõe que o aluno consiga responder às questões em que são articulados conhecimentos sobre o tema Cidadania e liberdade, tendo os seguintes subtemas:
• A luta pela liberdade
– Rebelião de escravos na Roma antiga;
– Rebeliões e resistências dos escravos no Brasil do século XIX.
• Liberdade para lutar
– Movimentos negros nos EUA: a luta pelos direitos civis;
– Movimentos negros no Brasil: contra a discriminação, por trabalho e educação.
Será cobrado do participante do Enem que ele tenha capacidade de raciocinar sobre questões que relacionem os vários momentos em que a escravidão foi utilizada ao longo da história, bem como as lutas pela liberdade realizadas pelas populações escravizadas, buscando perceber esses movimentos como um processo de construção de cidadania.
Um exemplo deste conteúdo pode ser percebido na questão abaixo, retirada do exame de 2011.
(Enem 2011) A Lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, inclui no currículo dos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, a obrigatoriedade do ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira e determina que o conteúdo programático incluirá o estudo da História da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil, além de instituir, no calendário escolar, o dia 20 de novembro como data comemorativa do “Dia da Consciência Negra”.
Disponível em: http://www.planalto.gov.br. Acesso em: 27 jul. 2010 (adaptado).
A referida lei representa um avanço não só para a educação nacional, mas também para a sociedade brasileira, porque
A- legitima o ensino das ciências humanas nas escolas.
B - divulga conhecimentos para a população afro-brasileira.
C - reforça a concepção etnocêntrica sobre a África e sua cultura.
D - garante aos afrodescendentes a igualdade no acesso à educação.
E - impulsiona o reconhecimento da pluralidade étnico-racial do país.
Para responder a esta questão, o aluno necessita relacionar o processo histórico de formação nacional com a extensa utilização de força de trabalho no Brasil e as contribuições culturais dadas pelos africanos nesse processo formativo, além de perceber, ainda, como a luta por direitos e o reconhecimento da cidadania passam por ações legislativas que buscam impulsionar a percepção da importância e da existência de uma pluralidade étnico-racial no Brasil.
Mais informações visite o site: http://vestibular.brasilescola.com/enem/dicas-historia-para-enem.htm

E neste embalo o estudante deve ter um cronograma para estudar. Sugestão: COMO MONTAR UM HORÁRIO DE ESTUDO. É só clicar

http://youtu.be/vcyGGVeB46w


quinta-feira, 16 de maio de 2013

A ARTE DE LER E ESCREVER (JUSTINO-MAT-103,104-2013)

Sugestões de livros:
ACKER, Maria Teresa Van. Renascimento e humanismo: o homem e o mundo europeu do seculo XIV ao seculo XVI. Sao Paulo: Atual, 1992.
ROTEIRO: 
Examina o livro
Examina a estrutura do livro
Levanta hipóteses acerca do conteúdo do texto a ser lido
Pensa a respeito da finalidade ou necessidade de realizar a leitura.
Sublinha ideias ou palavras principais
Toma notas
Cria imagens mentais de conceitos ou fatos descritos no texto
Relaciona o conteúdo do texto com seus valores e conhecimentos prévios
Pensa acerca de implicações ou consequências do que diz o texto
Para e reflete se compreende bem o que lê
Relê palavra, frase, parágrafo, quando não os compreende
Volta a ler partes que os precederam
Quando não os compreende, consulta fonte externa.
F az releitura do texto
Procura recordar pontos fundamentais sem retornar ao texto
Volta ao texto e relê os pontos significativos
Avalia quanto entendeu do texto
Volta às partes de compreensão incerta
Verifica se suas hipóteses foram ou não confirmadas
Procura fazer paráfrase ou resumo do texto lido.E depois de tudo isso faça um rascunho no seu caderno e publique no comentario o nome do  livro que leu e o que entendeu.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Professora de Historia no ensaio de video no after



Dicas para incrementar seu blog com efeitos especiais, mas é so um ensaio. Em breve estarei incrementando na abertura de projetos educacionais. Esse será aperfeiçoado para publicação no blog www.guardiaodahistoria.blogspot.com. Foi idealizado por Alberto Cesar ( marido).